Recuperar um computador não significa ter encerrado o offboarding.
O equipamento pode estar de volta ao estoque, identificado e em bom estado. Mas, se ainda contém informações da empresa, ou se ninguém consegue comprovar que elas foram eliminadas, o risco continua aberto.
É aí que aparece uma diferença que parece técnica, mas é muito concreta: apagar um arquivo, formatar um computador e limpar um dispositivo não são a mesma coisa.
Na Bord usamos o BitRaser para executar e documentar o apagamento seguro de dados quando um cliente solicita. Neste artigo, explico o que é, como funciona, qual relatório utilizamos e por que ele faz parte do ciclo de vida de um equipamento.
O que é o BitRaser?
O BitRaser Drive Eraser é uma solução de sanitização de dados desenvolvida pela Stellar. Ele permite apagar informações de discos HDD, SSD, NVMe e outras mídias presentes em computadores, servidores, Chromebooks e equipamentos Mac.
Seu valor não está apenas em eliminar os dados. Ele também permite:
- aplicar um método de apagamento definido;
- verificar o resultado;
- identificar o equipamento e sua mídia de armazenamento;
- registrar o que aconteceu durante o processo;
- gerar um relatório associado ao apagamento.
Não basta dizer "o computador foi formatado". Nossos clientes precisam relacionar o resultado a um equipamento, um número de série, uma data, um método e um estado final.
Por que formatar um computador não é suficiente?
Uma formatação ou uma restauração convencional não necessariamente "limpa" todas as áreas do disco de armazenamento. Dependendo do dispositivo e do procedimento utilizado, parte das informações pode continuar acessível com ferramentas especializadas.
A documentação do BitRaser explica que a formatação e o apagamento trabalham sobre a mídia completa e registram o método e o resultado.
Isso importa especialmente quando o equipamento vai:
- ser realocado para outra pessoa;
- sair do controle da empresa;
- ser vendido por meio de Buyback;
- ser doado, reciclado ou descartado;
- permanecer no estoque até que seu próximo destino seja definido.
O que significa NIST 800-88 Purge?
A NIST SP 800-88 é a diretriz vigente do National Institute of Standards and Technology dos Estados Unidos para programas de sanitização de mídias. Foi publicada em setembro de 2025 e substituiu a Rev. 1.
Seu objetivo é ajudar as organizações a definir processos que tornem inviável o acesso posterior aos dados para um determinado nível de esforço, de acordo com a sensibilidade das informações.
Entre seus métodos de apagamento, o BitRaser identifica as opções NIST 800-88 Clear e NIST 800-88 Purge. Na Bord utilizamos o método registrado como NIST 800-88 Purge quando executamos este serviço com o BitRaser.
Conforme o tipo de mídia, a ferramenta pode aplicar técnicas como Secure Erase, Block Erase, NVMe Erase ou Cryptographic Erase e registrar o resultado. As capacidades e os métodos suportados estão detalhados na documentação oficial do BitRaser.
Qual relatório usamos na Bord?
O principal respaldo operacional é o BitRaser Drive Erasure Report, associado ao equipamento e ao método NIST 800-88 Purge utilizado no processo.
Conforme a versão e a configuração, a evidência pode incluir:
- identificação do equipamento ou do disco;
- marca, modelo e número de série;
- método de apagamento aplicado;
- resultado do apagamento;
- método e resultado da verificação;
- data do processo;
- informações do técnico ou validador.
Por meio desse processo, a Bord pode gerar relatórios e certificados associados ao procedimento que comprovam o que foi registrado durante o apagamento; ele não demonstra que o equipamento tenha sido destruído fisicamente.
DSN, relatório NIST 800-88 de apagamento e destruição física não são a mesma coisa
| Documento | O que comprova |
|---|---|
| DSN ou inspeção do equipamento | Como o dispositivo chegou ao estoque: número de série, acessórios, ligação, danos, bloqueios e evidências disponíveis. |
| BitRaser Drive Erasure Report | Qual método de apagamento foi executado na mídia, qual foi o resultado e qual verificação ficou registrada. |
| Certificado de destruição ou destinação final | A destruição física ou a gestão ambiental do ativo ou de seus componentes, quando esse serviço foi solicitado. |
Um equipamento pode ter um DSN completo e ainda não estar formatado. Ele também pode ser apagado com segurança sem precisar ser destruído fisicamente.
Como usamos o BitRaser na Bord?
O apagamento se integra ao ciclo de vida do equipamento. Ele não é tratado como uma ação isolada.
1. O cliente solicita o wiping
O apagamento é definido dentro do serviço correspondente. Assim fica estabelecido quais equipamentos devem ser formatados antes de decidir seu próximo destino.
2. Identificamos e inspecionamos o equipamento
Quando o dispositivo entra na operação, validamos sua identidade e seu estado. O Relatório DSN documenta como ele chegou: número de série, condição física, acessórios e bloqueios detectados.
3. Revisamos bloqueios e enrolamentos
Antes de apagar, pode ser necessário liberar o equipamento do Apple ID, MDM, Apple Business Manager, Windows Autopilot ou outras ferramentas de gerenciamento.
O BitRaser apaga dados, mas não substitui a desvinculação que o administrador do cliente precisa realizar. Se o dispositivo continuar bloqueado ou enrolado, ele pode não ficar pronto para uma nova atribuição mesmo que a mídia de armazenamento tenha sido sanitizada.
4. Executamos o apagamento
O procedimento depende do tipo de equipamento e de sua mídia de armazenamento. O BitRaser admite diferentes métodos de implantação e seleciona técnicas compatíveis com o dispositivo e com o método de apagamento escolhido.
5. Verificamos o resultado
O processo não deveria ser encerrado só porque o software terminou. Também é preciso confirmar o resultado.
O BitRaser permite realizar verificações e registrar seu estado. Se o apagamento falhar, se o disco não estiver acessível ou se houver um bloqueio que impeça a conclusão do processo, o equipamento não deveria ser marcado como apagado com sucesso.
6. Conservamos a evidência
O relatório fica associado ao equipamento como respaldo da formatação. Assim, diante de uma revisão ou auditoria, a empresa consegue responder a uma pergunta simples: o que aconteceu com os dados deste computador?
Quais benefícios isso traz para uma empresa?
Reduz o risco ao encerrar um offboarding
Recuperar o ativo e proteger as informações são duas partes do mesmo processo. O BitRaser ajuda a executar e documentar a segunda.
Dá rastreabilidade por equipamento
O número de série, o método, a data e o resultado permitem reconstruir o que aconteceu sem depender de uma confirmação informal.
Gera evidências para auditorias
O relatório não substitui uma política de segurança nem garante, por si só, o cumprimento de todas as normas. Mas fornece um registro técnico útil para demonstrar o que foi feito, em qual mídia e com qual resultado.
Permite reutilizar equipamentos sem destruir valor
Se o equipamento puder ser formatado de forma adequada, o computador pode ser realocado, vendido, doado ou iniciar um novo ciclo. Não é preciso destruir um ativo que ainda tem vida útil apenas para resolver o risco dos seus dados.
Padroniza uma operação distribuída
Quando uma empresa tem equipamentos em vários países, não basta escolher uma ferramenta. Ela também precisa de um processo consistente para identificar o ativo, liberá-lo, formatá-lo, verificá-lo e conservar a evidência.
O que o BitRaser não resolve sozinho?
O BitRaser é uma parte do processo. Ele não substitui:
- o inventário e a rastreabilidade do equipamento;
- a recuperação física;
- a liberação do Apple ID, MDM, ABM ou Autopilot;
- a cadeia de custódia;
- uma política de retenção e sanitização de dados;
- a destruição física quando o risco ou a regulamentação exigirem;
- a validação legal ou de compliance própria de cada empresa.
Perguntas frequentes sobre o BitRaser
O BitRaser apaga apenas os arquivos do usuário?
Não. O BitRaser Drive Eraser foi projetado para apagar o disco de armazenamento conforme o método selecionado, e não apenas para eliminar arquivos visíveis.
Depois do apagamento o equipamento pode voltar a ser usado?
Em um apagamento lógico bem-sucedido, sim. Depois pode ser necessário reinstalar o sistema operacional e confirmar que o dispositivo não continua enrolado em ferramentas de gerenciamento.
O relatório comprova que o equipamento foi destruído?
Não. O relatório documenta o processo de sanitização registrado. A destruição física e a destinação ambiental são processos e documentos diferentes.
É possível apagar um equipamento que ainda tem MDM ou Apple ID?
Sim, é possível. Isso não elimina o enrolamento no MDM, no ABM ou no Apple ID. Em alguns casos, o cliente precisa liberá-lo antes de concluir o processo e deixá-lo pronto para reutilização.
O relatório do BitRaser garante conformidade legal?
Não por si só. Ele é uma evidência técnica do processo e pode fazer parte dos controles de segurança e auditoria de uma empresa, mas não substitui suas políticas nem a análise regulatória aplicável.
O BitRaser também é usado no Buyback?
Sim. Antes que um equipamento mude de proprietário ou volte ao mercado, o apagamento e sua evidência permitem separar o ativo das informações do dono anterior.
Recuperar o equipamento é só metade do trabalho
Um offboarding bem encerrado deveria conseguir responder a quatro perguntas:
- Onde está o equipamento?
- Em que estado ele chegou?
- Ele foi liberado dos sistemas de gerenciamento?
- Existe evidência de que seus dados foram sanitizados?
O BitRaser ajuda a resolver e documentar a quarta. Na Bord conectamos esse processo à recuperação, à inspeção do equipamento, à rastreabilidade e ao seu próximo destino.
Se você tem equipamentos distribuídos pela América Latina e não sabe se eles estão realmente prontos para serem realocados, vendidos ou dados baixa, podemos ajudar a organizar o processo completo.



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